Novas normas de restrição ao crédito ainda confundem o mercado
Montadoras preveem normalidade nas vendas, mas lojas esperam impacto
Em vigor desde ontem, as novas regras do Banco Central (BC) que restringem a concessão de crédito de longo prazo com pequena entrada, especialmente em veículos, ainda provocam confusão no mercado. Representantes de montadoras projetam normalidade nos negócios, enquanto revendas temem impacto severo, divergência que se estende a analistas financeiros.
Conforme Hugo Pinto Ribeiro, presidente regional da Fenabrave (federação das concessionárias de veículos) os bancos ainda estão assimilando as medidas.
— Cada um fez uma coisa diferente. Alguns seguraram negócios, outros apertaram o crédito, mas as revendas não têm indicação de que o mercado terá problemas — afirma Ribeiro, relatando que em sua revenda foram fechados 50 negócios somente ontem.
Pelas regras do BC, as novas exigências de capital dos bancos se aplicam às operações fechadas desde ontem, “produzindo efeitos a partir de 1º de julho de 2011”. Conforme a assessoria do BC, a diferença de datas se deve ao fato de que, apesar da contabilização já estar em vigor, o aporte de capital relativo às operações só será exigido no início do segundo semestre de 2011.
Érico Sodré Quirino Ferreira, presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), prevê que a compra de carros sem entrada “vai acabar”. Segundo o executivo, os bancos estão muito perto do limite de comprometimento de capital. Portanto, não teriam como compensar a exigência de mais reservas apenas elevando o preço dos financiamentos.
— A exigência de entrada dará uma esfriada brutal no mercado. Uma coisa é comprar em 60 meses sem entrar com nenhum, outra bem diferente é ter de entrar com algum — sustenta Ferreira.
Fonte http://www.clicrbs.com.br/especial
Em vigor desde ontem, as novas regras do Banco Central (BC) que restringem a concessão de crédito de longo prazo com pequena entrada, especialmente em veículos, ainda provocam confusão no mercado. Representantes de montadoras projetam normalidade nos negócios, enquanto revendas temem impacto severo, divergência que se estende a analistas financeiros.
Conforme Hugo Pinto Ribeiro, presidente regional da Fenabrave (federação das concessionárias de veículos) os bancos ainda estão assimilando as medidas.
— Cada um fez uma coisa diferente. Alguns seguraram negócios, outros apertaram o crédito, mas as revendas não têm indicação de que o mercado terá problemas — afirma Ribeiro, relatando que em sua revenda foram fechados 50 negócios somente ontem.
Pelas regras do BC, as novas exigências de capital dos bancos se aplicam às operações fechadas desde ontem, “produzindo efeitos a partir de 1º de julho de 2011”. Conforme a assessoria do BC, a diferença de datas se deve ao fato de que, apesar da contabilização já estar em vigor, o aporte de capital relativo às operações só será exigido no início do segundo semestre de 2011.
Érico Sodré Quirino Ferreira, presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), prevê que a compra de carros sem entrada “vai acabar”. Segundo o executivo, os bancos estão muito perto do limite de comprometimento de capital. Portanto, não teriam como compensar a exigência de mais reservas apenas elevando o preço dos financiamentos.
— A exigência de entrada dará uma esfriada brutal no mercado. Uma coisa é comprar em 60 meses sem entrar com nenhum, outra bem diferente é ter de entrar com algum — sustenta Ferreira.
Fonte http://www.clicrbs.com.br/especial
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